Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Palavras Soltas...

As palavras podem significar muito, ou podem significar nada! Podem ser boas ou más... mas nunca deixarão de ser proferidas!

Palavras Soltas...

As palavras podem significar muito, ou podem significar nada! Podem ser boas ou más... mas nunca deixarão de ser proferidas!

11
Jul16

Resumido, foi isto...

A Pipoca mais doce disse tudo:

"O jogo foi o que se viu. Um Cristiano arrumado por encomenda aos 20 minutos e 11 milhões a lutar contra a vontade de baixar os braços e chorar com ele. Muitos terão dado a coisa como perdida, que ainda não seria desta. Anti-jogo, um relvado sofrível, um árbitro a roubar assim à descarada, bolas ao poste, até uma praga de traças, caralho. Estava tudo desenhado para deixarmos a taça e trazermos na mala mais uma vitória moral, daquelas que sabem a nada mas que temos de fingir que sabem a muito.

 

 

Mas esta noite foi diferente. E de reis do "foi quase" passámos a deuses do "somos tudo". Foi esse o poder do golo do Éder. Antes disso, o poder das defesas do Rui Patrício, que me fizeram querer oferecer-me para mãe dos filhos dele. Antes disso, toda as pequenas coisas que, somadas, e ao longo de um mês, nos fizeram ir pensando "tu queres ver?". Sempre com mais desdém do que crença, verdade, mas com esperança pelo meio. Não nos podem levar a mal. Já sofremos tanto que fomos obrigados a criar mecanismos de defesa. E mais vale esperar pelo pior e ser surpreendido com o melhor do que embandeirar em arco e olhar para as mãos vazias. Tipo 2004, estão a ver?

 

Não jogámos bonito. Não houve duelos memoráveis. Com honrosas excepções, aqui e ali, foram jogos de bocejo, enervantes de chatos, quase sempre dei por mim a pensar que me estavam a gastar o tempo. Mas o caminho faz-se caminhando e o nosso fez-se assim. Com exibições mal amanhadas, com "oh porra, outra vez prolongamento", com pouca coisa para recordar (excepto o golaço do quarentão da Musgueira). Escreveu-se que o nosso jogo era "nojento", que não merecíamos um lugar na final, como se isto fosse uma competição de ginástica rítmica e nos atribuíssem pontos pela prestação artística. Ah, que se foda o jogar bonito. Fomos eficazes e era só mesmo isso que se pedia. Eficácia e o título.

 

Somos um povo incrível. A curva que vai do mais profundo negativismo à maior das euforias percorre-se em segundos. Pelo meio insultamos, ameaçamos, praguejamos, damos cabo dos nervos, juramos para nunca mais, eles é que ganham o deles e nós é que nos arreliamos. Mas depois passamos uma fase. E mais uma. E o entusiasmo vem de fininho. E, quando damos por nós, já nos sentimos capazes dos maiores feitos. Merecemos isto. Merecemos esta alegria estúpida que nos faz abraçar estranhos, que anula diferenças, que nos faz sentir os maiores do mundo. É só futebol, claro que é só futebol, fôssemos nós tão unidos para outras coisas e todo um blá-blá-blá que agora não me interessa para nada, eufórica que estou com a conquista."

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Contacto:

palavrassoltasnomundo @gmail.com

Estou no Bloglovin', segue-me:

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

WOOK - www.wook.pt

Links

  •  
  • Comentários recentes